terça-feira, 10 de julho de 2007

Harry Potter e a Ordem da Fênix estréia amanhã















Estréia da Semana
Estréia nesta quarta-feira(11) o 5º filme da série Harry Potter.





A quinta aventura de Harry Potter é rápida demais, mas mostra a evolução sofrida por toda a equipe para chegar, com muita competência, até aqui. Poucos serão os fãs desapontados com os grandes cortes na história fantástica criada por J.K. Rowling em "Harry Potter e a Ordem da Fênix".
J.K. Rowling não criou um livro de sucesso, criou seis. Seus personagens conquistaram um grupo de fãs absurdamente grande, que ultrapassa as barreiras culturais, diferenças de idades e, muitas vezes, até os limites da sanidade. Uma obra literária dessa magnitude tem muitas expectativas para superar e poucas chances de conseguir. "Harry Potter e a Ordem da Fênix" é o quinto volume da série de aventuras do jovem bruxo que aprende a usar a magia na escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Desde os onze anos, Harry vem aprendendo a lidar com o poder que tem, a se relacionar com outros bruxos, a conviver com sua própria fama e a, infelizmente, combater o mais terrível dos bruxos das trevas, Lord Voldemort. Em quatro anos de convivência no mundo mágico, Harry enfrentou Voldemort três vezes e, mesmo quando não esteve cara a cara com ele, teve que superar as cicatrizes do passado para provar que o bem deve vencer. No entanto, em "Harry Potter e o Cálice de Fogo" a batalha final não deu um fim ao eterno combate, apenas o iniciou, e é aí que "A Ordem da Fênix" começa. Harry tem agora 15 anos e vive atormentado com a morte de Cedrico Diggory no cemitério escolhido para o renascimento de Voldemort e com o ressurgimento de um mal extremamente poderoso. O mundo trouxa (povo não-bruxo) parece não ter sofrido qualquer alteração e Harry vive constantemente preparado para um ataque surpresa, o que parece iminente quando ele e seu primo, Duda, são atacados por dementadores. O feitiço Patrono salva a vida dos dois, mas coloca sobre o adolescente a ameaça da expulsão de Hogwarts. O sentimento de abandono é inevitável, até que a Ordem da Fênix resgata o jovem da casa dos tios e o leva para o quartel general da organização. O combate às trevas se tornou prioridade para muitos aliados de Dumbledore, que ressurgem o movimento de heróis formado durante o primeiro domínio de Voldemort. Os membros da Ordem parecem ser os únicos a acreditarem em Harry Potter. O Ministério da Magia tenta a todo custo desmentir os fatos apresentados pelo bruxinho no ano anterior e, com isso, todos estão sob ameaça, não há proteção. Enfrentar o Ministério da Magia de frente não parece problema quando Hogwarts representa um porto seguro para as decisões perigosas do ministro Cornélio Fudge. Entretanto, Harry descobre que nem sua escola está livre da influência política e Dolores Umbridge (Imelda Staunton em grande atuação) se torna os olhos, os braços e a força de Fudge dentro de Hogwarts. É ela a verdadeira vilã do novo filme. "A Ordem da Fênix" é o mais sombrio de todos os volumes. Não é apenas o retorno das trevas que faz com que a densidade aumente, mas Rowling conseguiu fazer de Harry um perfeito adolescente frustrado e pronto para explodir. O quinto livro pode não ser o mais adorado pelos fãs, mas é definitivamente o mais complexo. Complexidade que não é facilmente traduzida às telas. Com duas horas e dezenove minutos, David Yates tentou contar uma história escrita em 702 páginas. Muita coisa ficou de fora, muita coisa faz falta, mas mesmo assim o roteiro foi bem construído a ponto de desenvolver a temática principal sem prejudicar o entendimento. O que assusta é imaginar o que vem depois e quais serão as resoluções em "Harry Potter e o Enigma do Príncipe" para suprir os cortes em "Ordem da Fênix". Michael Goldenberg assume pela primeira vez a adaptação da obra para o cinema. Steve Kloves, seu antecessor, travou uma dura batalha contra os detalhes descritos por Rowling e teve seu êxito em "Harry Potter e o Cálice de Fogo". É bom ver que Goldenberg consegue pegar o rítimo onde Kloves havia parado. Yates também dirige pela primeira vez o grupo de adolescentes tornados celebridades internacionais desde "A Pedra Filosofal". Diferente de Chris Columbus, que dirigiu os dois primeiros longas, seu estilo é mostrado, mas com uma sutileza mais parecida com a de Mike Newell, diretor de "Cálice de Fogo", diferente de Alfonso Cuarón, que afogou a obra em sua direção peculiar, mesmo que genial. O maior trunfo desse novo filme é o time de novos personagens e as brilhantes atuações. Imelda Staunton retrata a inquisidora Dolers Umbridge com cada característica mínima descrita por Rowling. A novata Evanna Lynch interpreta Luna Lovegood com a atitude de quem leu os livros e se apaixonou pela série muito antes de embarcar no projeto. Gary Oldman é a alma de "Ordem da Fênix". Seu personagem, o adorável e impetuoso fugitivo Sirius Black, é o porto seguro de Harry Potter. Ao lado de Ron e Hermione, Sirius forma algo próximo a uma família para seu afilhado. São as lembranças e os momentos vividos por Harry entre esses três personagens que dão a dose de emoção na história. O problema é que a curta duração do novo filme privilegia a ação. Viinte minutos a mais não fariam falta, colocariam um pouco mais de sentimento em uma reunião de efeitos visuais de tirar o fôlego e acontecimentos que vão do revoltante ao engraçado em segundos. Com uma troca de olhares uma explicação é feita, para economizar diálogos. Uma economia que faz falta no final. "Harry Potter e a Ordem da Fênix" mostra uma evolução enfrentada por produtor, roteirista, diretor e, principalmente, por todos os atores que cresceram interpretando ídolos. A cada volume houve uma melhora e, como nos livros de J.K., uma pequena revelação do mistério que envolve a existência de Harry Potter. O difícil é tentar descobrir quais as peças do quebra-cabeça que terão papel no final da série, que chega às livrarias no dia 21 de julho.

Um comentário:

Bruno disse...

Excelente!

 
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